quarta-feira, 3 de junho de 2009

Pontal da Solidão: "um filme estranho e bonito"

"Pontal da Solidão", produzido, no Brasil, em 1974, foi o segundo trabalho de Débora Duarte no cinema, depois da sua estréia cinematográfica em França, quatro anos antes, como protagonista do filme "Céleste".

Com roteiro de Alberto Ruschel e Lima Barreto e direção de Alberto Ruschel, o filme de 88 minutos tem no seu elenco, além de Débora Duarte e do próprio Alberto Ruschel, ainda: Ricardo Hoepper, Beto Ruschel e Ondina Moura.



Tal como "Céleste", "Pontal da Solidão" é um filme extremamente raro, valendo, por isso, o testemunho deixado por este artigo que aqui se reproduz e que foi originalmente publicado em 1979, n' O Estado de São Paulo:

«Um dos filmes mais esperados da moderna produção nacional. Estreando como diretor-autor, Alberto Ruschel situa-se num plano diverso de quase todos os seus colegas atores (Dionísio Azevedo, Jece Valadão, Aurélio Teixeira, Egidio Eccio, David Cardoso, John Herbert, Sergio Hingst) que também passaram à realização, obtendo uma obra certamente alheia a certos cânones, mas sem nunca desdenhar o insólito, o inédito, o poético, o extremamente pessoal, o absolutamente seu. A ação, praticamente um duo. Um velho marujo que vive num lugar isolado. A menina (Débora Duarte) que foge de uma provação pensando em suicídio e coloca-se sob sua proteção. E a volta dos criminosos, que ainda pensam em se vingar de sua vítima. Um filme estranho e bonito, “rodado” em maravilhosos locais do Rio Grande do Sul e que precisa ser devidamente apreciado.»

O Estado de S. Paulo, 14.10.1979

4 comentários :

Anônimo disse...

Alguém sabe onde conseguir uma cópia deste filme em dvd ou mesmo vhs? Ou onde se possa fazer download? Sou de Torres e quando criança ouvi muito sobre ele; depois, quando participei de um curso de guia turístico mirim, recebi algumas informações, mas que se perderam nas brumas da memória e gostaria de assisti-lo, ja que nunca tive a oportunidade.

Anônimo disse...

Consegui com muito custo assistir a esta raridade, procurei muito na internet, mas não achei nada além de alguns relatos, mas outro dia comentando no trabalho sobre este filme maravilhoso, um colega meu ouviu_me comentar e para minha surpresa disse-me,"Pois eu tenho este filme , pois meu falecido avò participou nas gravaçôes " Pois bem uma maravilha mostrando Torres RS esta bela praia, tão linda exuberante de belezas,o magnifico trabalho de Débora.Acho que vc nunca mais visitou este paraiso tão distante.Pois hoje está uma cidade ainda mais linda! Parabéns!

Jaime Batista disse...

Esse filme foi feito em Torres RS, minha cidade. Na época, 1974, eu tinha 6 anos. Ficou muito marcado para mim porque até hoje eu me lembro da Débora pegando em minha bochecha e dizendo que fofo! hehe!!! isso não é para qualquer um... Na ocasião meu pai ofereceu uma cachacinha para Débora em quanto ela estava num intervalo das filmagens. A Débora estava num armazém (mercadinho de hoje em dia) em frente a ponte pêncil que divide o RS e SC e logo que meu pai a cumprimentou oferecendo um guaco (tradicional da nossa região) ela me olha e faz tal gesto. Esse fato não saiu da minha memória até hoje. E para coincidência ou não, hoje sou Historiador da Arte e trabalho muito com cultura na região além de ser músico. Esse filme com certeza, me chamou a atenção em relação aos valores culturais da minha terra. Que legal hein Débora?!?!?!

Paulo Ricardo Santos disse...

Lembro me ainda das filmagens e dos atores circulando por Torres,tinha na época 15 anos.Acompanhei inclusive a construção do cenário no morro das furnas em frente à praia da Guarita.Quem estava sempre por também era professor José Lutzemberger,grande amigo que na época morava em Torres,Seria interessante que se falasse também dos torrenses que participaram dos filmes,como Alfredo Cesário, Faustino Silva e outros que a memória criminosamente esqueceu.